"Só não se perca ao entrar no meu infinito particular"



Prazer, Lu.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Desce do muro, chuva!

Observando o clima aqui em Porto Alegre hoje: Não gosto! “Não chove, nem molha”. Pingos...Não é legal o ritmo, é  hesitante, aquele tipo que promete fazer e não faz. Na realidade, em qualquer situação trivial ou decisiva, ficar em cima do muro, aquele nem ata nem desata, não me agrada. Nada de meio termo, no meu vocabulário existem as palavras “sim” e “não”.

Recentemente, conversando com um estrangeiro sobre o “jeitinho brasileiro”, ele comentou algo que eu ainda não havia percebido. Óbvio! Sou brasileira. Ao refletir sobre o assunto, tive que admitir, ele estava certo. Ô povinho que gosta de agradar. A fama é reconhecida internacionalmente, no Brasil não sabem falar “não”. É muito mais fácil todo aquele discurso: “então, neste momento, sabe o que acontece...” ou “então, é complicado...”, ah, também tem a turma que simplesmente não responde. Muitos fazem isso com emails, mensagens e convites. Ignorar é mais fácil. Preferem que você lembre do sorriso largo, simpático, suave e falso a ter que dizer “não”, pois seria muita falta de educação ou consideração. E para manter a fama do povo mais simpático do mundo, continuamos a retórica desculpa esfarrapada.

Eu estou inserida neste grupo porque sou brasileira, entretanto, não concordo com este pensamento. Aquele papo: “então minha querida sabe o que acontece...”, se começar assim não vale a pena ouvir mais nada.  Tô fora!

Já dizia o tal Gandhi, que por dizer “não” a um revisor de comboio sul-africano que o convidou para trocar a primeira pela segunda classe, então se tornou um líder eterno. Mais vale um “não” pronunciado com convicção a um “sim” para agradar ou evitar aborrecimentos.


Assim como não gosto de chuva a contar gotas, pouco ou dividido não me agrada. Não vou me fazer de gotinha para satisfazer quem não gosta ou teme a enxurrada. Eu sou intensa. Comigo é tudo ou nada. Quem quiser que se proteja.

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