"Só não se perca ao entrar no meu infinito particular"



Prazer, Lu.

sábado, 14 de setembro de 2013

Lembrar não é recordar

Reproduzo um trecho do romance "Encontro Marcado” de Fernando Sabino, pois ele introduz o assunto que me fez escrever hoje: “...Seu erro fundamental é lembrar em vez de recordar. Há uma diferença entre lembrar  e recordar; recordar é reviver, lembrar é apenas saber. O que é recordado fica, o que é lembrado é também esquecido."

Decidi reviver neste sábado. Fui para rua com intuito de correr, mas foi inevitável não observar o que acontecia ao meu redor, como boa observadora que sou. Curiosa também. No caminho encontrei uma cidade agitada, florida, cheia de saúde e óbvio: vida! O local não era novo pra mim, eu já conhecia a região e suas belezas, mas quase sempre passava por lá dirigindo, o que me impedia de admirar tamanha beleza. Foi definitivamente um dia para recordar um pouco do tudo que me fez capixaba de coração.

Iniciei na Praça dos Namorados, saindo do Iate Clube. Entre ciclistas, corredores, skatistas e os mais diversos esportistas... amigos, namorados, pais e filhos, havia também a turma do Stand Up Paddle. Aquela turma que se lança ao mar com uma prancha, um remo e corre numa única direção: o imaginário. Eles estavam em peso, tinha campeonato na Curva da Jurema. Eu tentei correr, mas me distrai entre o movimento das pessoas, o sol, o vento, as curvas, os ambulantes, as belezas naturais e as historias inesquecíveis de Vitória. Registrei o momento. Não que eu precise de fotos para lembrar de tudo isso, felizmente, essa parte eu costumo recordar. Dizem que nós só recordamos aquilo que realmente foi a nós destinado. Que nossa memória não lê cartas alheias. Asseguro-lhes: destinaram-me as mais lindas cartas, poemas e poesias. 

Compartilho com vocês o registro desse dia, um pouco (quase nada) da Ilha de Vitória. Finalizei os dois quilômetros no posto de gasolina mais bem frequentado da região, eu disse por várias vezes nos últimos dias que tinha parado de beber, etílico. Mas, hoje o dia mereceu uma exceção. Observei que muitas pessoas que ali estavam aderiram à cerveja sem álcool. Espantei-me de forma positiva. No meu caso, como foi exceção, fiquei naquela: “ Eu vou beber só hoje amanha eu vou parar...eu vou parar, eu vou parar”. 

Finalizei meu observatório com os pés. Exatamente! No mesmo local era possível encontrar pessoas que usavam sapatos, tênis, sandálias, chinelos e inclusive pés no chão. Uma rodinha de amigos. Isso não e legal?! Merece uma foto. Aqui você não precisa se preocupar com o destino e aparências.  Vejamos quanto simples é viver em Vitória. Todas as tribos, todas as possibilidades, todos os ritmos “juntos e misturados”. E, já disse o provérbio: recordar é viver duas vezes. Sim, eu pretendo voltar mais vezes.






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