"Só não se perca ao entrar no meu infinito particular"



Prazer, Lu.

domingo, 8 de setembro de 2013

Descomplicando os 50 Tons de Cinza



Demorou mas eu resolvi fazer a minha contribuição sobre os “Cinquenta Tons de Cinza”, a trilogia de E.L.James. Vamos descomplicar o assunto. Como a maioria já deve saber, trata de um romance erótico, afinal, o assunto é velho e já foi motivo para muitas críticas, até mesmo objeto de decisão judicial. Há quem tenha se apaixonado por ele, ao ponto de sonhar com o Christian Grey, ou perder noites de sono imaginando. Óbvio, as mulheres. Aos homens, não vou generalizar, falo pelas vezes que discuti esse assunto com alguns, as críticas foram contrárias, tipo: “Isso não existe. Jamais! É muita ilusão”. Tudo bem. Eu concordo. Encontrar na vida real uma história igualzinha a narrada, é mais difícil que a velha agulha no palheiro, mas amigas, não vamos perder a esperança, é possível encontrar sim alguns Greys por aí, só que realmente, eles são peças raríssimas, então, é uma questão de sorte, convenhamos ser uma Anastásia também não é pra qualquer uma.



Costumo dizer que todo conhecimento é válido, por mais “idiota” que algumas pessoas julguem. Sendo assim, vale ler histórias em quadrinhos, Machado de Assis, Rubens Braga, Érico Veríssimo, Martha Medeiros, O Globo, A Tribuna de Vitória (ES), Blogs dos mais diversos, receitas, a Constituição Federal, o Código de Trânsito, Direito Penal (....) Tudo é válido! Até assistir os programas da Discovery Channel, há quem diga que só os chatos assistem. Não é bem assim, temos que ser seletivos, e absorver algo de bom de tudo que dispomos de informações, mesmo que sirvam apenas para críticas negativas, para que você possa afirmar que realmente não gosta. Afinal, como não gostar sem conhecer?!



E qual a minha conclusão sobre a trilogia? Como já disse, aos homens que pensam não existir, vocês estão enganados. Parece coisa de outro mundo encontrar um homem com tantos atributos como o Grey: bem sucedido, inteligente, gentil, sedutor, dominante, possessivo, romântico, surpreendentemente apaixonante, tarado, lindo de morrer e rico¿ Eu sei, tudo junto é complicado, principalmente a parte do rico. Mas eu ainda defendo de que é possível. Se eu já encontrei o "meu"? Não, não. Não tive essa sorte, não assim esse prêmio máximo da loteria, mas sabemos que querer tudo assim perfeitinho (como parece ser), isso sim, é coisa de outro mundo.



Eu não tenho essa pretensão, na verdade nem preciso de tudo isso para me satisfazer, nem mesmo a Anastásia precisava. Ela não mudou os conceitos dela, ela não arriscou a conhecer tudo aquilo que nunca tinha visto e nem mesmo imaginado, ela não mergulhou de cabeça por causa do dinheiro dele, inclusive, era algo que fazia recuar por diversas vezes. Sim, ele ser tudo aquilo e ainda por cima rico incomodava muito. E mais, ela era uma jovem também muito bonita, inteligente, encantadora, determinada, corajosa, admirável e mais, com uma vida todinha pela frente, tinha muito a descobrir. Não seria a Anastásia também um partido inimaginável? E dessa parte eu não ouvi ninguém comentando. Só falaram que jamais uma mulher devia se submeter ao que ela fez. Mas aqui entre nós, se você leu mesmo todos os livros, você vai concordar comigo, inicialmente ela tinha medo, óbvio a inexperiência (ingenuidade, não!) e o susto, afinal ser “escolhida” e desejada por um homem daqueles é difícil de acreditar (é ganhar na mega-sena acumuladíssima!) No entanto, foi ela que decidiu o que queria, ela já tinha maturidade suficiente para decidir e assumir as responsabilidades. Foi isso que fez, permitiu, arriscou-se. Moral da história, ela julgava tudo tão impossível, inclusive realizar aquelas sacanagens todas propostas por ele, e no final, era ela quem dava as cartas, queria mais e necessitava mais.



Anastásia Steele  apenas descobriu que às vezes falamos “não gosto” ou “jamais” para algo que nunca provamos, assim como eu fiz com o coentro (mas eu já provei!), e sem dúvida todos dizem isso diante de algo que não lhe cai bem aos olhos. Portanto, fica o aprendizado: dizer “não” sem conhecer é ignorância, até mesmo perda de tempo e de boas oportunidades. Para finalizar, vale à pena sonhar sim, ainda não precisamos pagar por isso, vai que uma hora o Grey aparece, mas não procurem, lembrem que é quando menos se espera. Ela o encontrou numa entrevista a qual substituía a amiga que estava doente – destino! Você pode encontrar num simples passeio, numa noite, numa mesa de bar, num semáforo fechado, no ônibus lotado e até lá na sua adolescência, talvez ele já tenha passado na tua vida, só que você não percebeu, estava distraída e ele passou, mas nem assim vamos perder a esperança, o mundo é redondo, vai que numa volta dessas, ele simplesmente volta.

2 comentários:

  1. Luciana

    Moro muito próximo da natureza pura. Biólogo e Professor, fui aposentado por laudo médico mas quero continuar instruindo e reativei o VER DE VIDA.

    www.verevida.blogspot.com.br

    Um grande abraço.

    Felicidade em sua jornada.

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  2. Que legal Claudio. Vou passar no "ver de vida".

    Outro abraço,

    Luciana B.

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