"Só não se perca ao entrar no meu infinito particular"



Prazer, Lu.

sábado, 7 de setembro de 2013

A insônia e a artrose



Eu e a insônia. Mas, não consegui jogar stop sozinha. É bom assistir esses programas que são transmitidos bem cedo pela televisão, eu costumo dizer que os melhores programas geralmente passam na madrugada, nos horários que fica mais complicado ligar a TV. O assunto de hoje era a “artrose” - doença degenerativa das articulações. Parece chato, mas talvez seja porque a idade vai avançando e nossas preocupações mudam, assim como as prioridades, portanto, fiquei bem interessada na matéria.

A artrose é causada pelo desgaste de uma articulação. Entre os ossos há uma cartilagem, é o tecido fino e emborrachado que permite que os ossos deslizem uns sobre os outros. Pensem comigo: sabe a coxa da galinha? Não tem aquela parte branquinha, meio durinha, mas que é uma delícia comer? Eu adoro! Bem, eu devoro quase o osso todo. Então, não é muito diferente com nós, seres humanos. Porém no caso das aves, nós que nos denominamos humanos, devoramos suas cartilagens, já na nossa situação, a cartilagem pode quebrar e se desgastar. Pelo menos ainda não vi nenhum noticiário informando que nossas cartilagens são devoradas. Ainda! Ou seja, com o tempo mesmo, naturalmente, a cartilagem pode quebrar e se desgastar. Temos prazo de validade, acredite! Como resultado do desgaste, os ossos se friccionam, causando dor, inchaço e rigidez. Bicos de papagaio ou esporões podem se formar ao redor da articulação e os ligamentos e músculos ao redor da bacia ficam mais fracos e rígidos. Segundo especialistas, ainda que você pratique exercícios a vida toda, tenha boa alimentação, enfim, pertença à geração saúde, a artrose deverá fazer parte da sua vida um dia, salvo se, uma fatalidade ocorrer antes disso. Eu sempre achei que bico de papagaio era coisa de velho que reclamava muito.

Sabendo dessa realidade, que será inevitável, me interessei em verificar quais as possíveis curas, ou alternativas para viver melhor quando for afetada. Atualmente está em desenvolvimento medicamentos provavelmente capazes de retardar ou mesmo parar a evolução da artrose. Então, a verdade é que não dispomos de uma cura, mas de meios e tratamentos que podem ser decisivos para melhoria do estado funcional e da qualidade de vida.

Me resta aceitar. Quer saber, isso não pode ser motivo de preocupação. Afinal, nem sei se vou chegar a atingir a idade “adequada” que geralmente a artrose passa a acompanhar as mulheres. Já dancei muito (adoro dançar), pedalei um bocado (comecei aos 4 anos), pulei corda, não muitas atividades esportivas, ioga, vôlei e até já desfilei, não só em sete de setembro, mas pra concorrer a rainha da primavera na escola onde cursei o primeiro grau. Vai lá, qual a mulher que nunca fez isso?!


Ultimamente estou correndo 2km por dia, penso que tenho aproveitado bem minhas fases.  Não danço mais como no passado, não por deixar de gostar, porque o ritmo - idade é outra, e como falei no início, as prioridades também. Alguns amigos que me acompanharam na época que eu era mais ativa, pensam até que estou doente, ou não estou num momento legal. Eu admito, assim como todos os mortais, tenho as minhas limitações, preocupações, responsabilidades, altos e baixos, mas estou bem. Só estou em transição. Quem ainda não passou por isso, pode ter certeza, um dia vai chegar lá, assim como a artrose, é só uma questão de tempo.

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