"Só não se perca ao entrar no meu infinito particular"



Prazer, Lu.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Ele tem carro?

Ele tem carro¿ Essa pergunta sempre vem seguida de outras duas: É formado em que¿ Onde mora¿ Sim, as respostas são pré-requisitos para preencher o perfil esperado de um homem que vale uma investida, para um namoro, noivado, casamento, um filho (...) tudo isso depende do questionário aplicado no decorrer da relação, das respostas baseadas em “valores”. Esse apresentado é o básico – inicial. Há um estereótipo do homem que “vale a pena”, definido por mulheres,  que boa parte delas não tem esses requisitos os quais procuram neles, outras se julgam superiores e classificam “isso” - nem sei como chamar  - como qualidade, ponto positivo, agrega muito uma relação.

Se eu gosto de carro e de conforto, praticidade entre outros benefícios que automóvel oferece¿ Sem dúvida que sim. Inclusive tenho o meu. Mas nunca tratei isso como qualidade, ou pré-requisito. Meu primeiro amor tinha carro, logo, eu era uma menina de sorte, havia feito uma boa escolha, na concepção de algumas pessoas. Não era só isso, ele tinha uma moto e apenas 22 anos, ou seja, tinha tudo para ser  o homem da minha vida. Eu me dei bem e tinha apenas 16 anos. Geralmente nessa idade andamos de mãos-dadas para pegar o ônibus ou vamos pedalando mesmo. Ah, ele não preenchia o restante do questionário com as respostas satisfatórias, segundo essa acepção.

A verdade é que ele tinha carro e moto porque fez jornada dupla no trabalho de motoboy por pelo menos seis meses, para conseguir dar uma guinada em sua vida. Ele não era formado em curso superior, afinal a vida só estava começando e até aquele momento, faltou-lhe oportunidade. A prioridade era trabalhar para seu sustento e cuidar da mãe. Ele também não morava em bairro nobre, era vila mesmo, onde ele tinha condições de pagar as despesas de moradia com dignidade. Mas ele tinha determinação, educação, respeito, generosidade, humildade, moralidade, coragem, força, caráter e, antes de qualquer coisa, ele tinha um coração.

Depois disso vivenciei outras experiências, inclusive com homens que preenchiam o questionário satisfatoriamente. Mas, deixa pra lá. A graça da coisa é poder observar tudo isso e chegar à conclusão de que com determinação e amor se chega muito mais longe de onde um carro poderá te levar.

O mundo está ao contrário. Os valores estão se desvalorizando. Homens “amam” pelos olhos e mulheres “amam” pelos ouvidos. Façamos algumas reflexões, nós mulheres: o que você tem além desse silicone e dessa chapinha¿ E para o sexo oposto: e você, além de um carnê de um financiamento de 60 meses do carro do ano e das roupas de marca, o que você tem¿ Aparência pode não ser tudo.


Estou trocando uma conta recheada e uma bunda dura por um amor verdadeiro - que segure a minha mão, e se tiver as duas pernas ficarei bem satisfeita.




É feio

Thaís Oliveira, refletindo com meus botões sobre a sua reflexão: “Comer de boca aberta é feio, mas abrir a boca com a mente fechada é ainda mais feio”. Só que isso não é tudo.

Abrir a boca pra falar o desnecessário ou tentar ser quem você não é também é estúpido, além de muito mais feio.

Fazer ligação a cobrar também é feio. Mas gastar com ligações para demonstrar uma gentileza que não lhe pertence é jogar dinheiro fora, burrice.

Enviar mensagem fora de hora é feio. Mas gastar horas com mensagens que no final só servem pra comprovar que foi “papo furado”, é tolice.

Eu também falo pelos cotovelos, chego a tropeçar na língua muitas vezes, mas tento evitar essas situações de “boca abertíce”.

É preferível passar vergonha lambendo os dedos a pensar que fará alguém de bobo, é vergonhoso.


 “Às vezes é melhor ficar quieto e parecer um idiota a abrir a boca e dar toda certeza.”

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Dores, flores e amores


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Desce do muro, chuva!

Observando o clima aqui em Porto Alegre hoje: Não gosto! “Não chove, nem molha”. Pingos...Não é legal o ritmo, é  hesitante, aquele tipo que promete fazer e não faz. Na realidade, em qualquer situação trivial ou decisiva, ficar em cima do muro, aquele nem ata nem desata, não me agrada. Nada de meio termo, no meu vocabulário existem as palavras “sim” e “não”.

Recentemente, conversando com um estrangeiro sobre o “jeitinho brasileiro”, ele comentou algo que eu ainda não havia percebido. Óbvio! Sou brasileira. Ao refletir sobre o assunto, tive que admitir, ele estava certo. Ô povinho que gosta de agradar. A fama é reconhecida internacionalmente, no Brasil não sabem falar “não”. É muito mais fácil todo aquele discurso: “então, neste momento, sabe o que acontece...” ou “então, é complicado...”, ah, também tem a turma que simplesmente não responde. Muitos fazem isso com emails, mensagens e convites. Ignorar é mais fácil. Preferem que você lembre do sorriso largo, simpático, suave e falso a ter que dizer “não”, pois seria muita falta de educação ou consideração. E para manter a fama do povo mais simpático do mundo, continuamos a retórica desculpa esfarrapada.

Eu estou inserida neste grupo porque sou brasileira, entretanto, não concordo com este pensamento. Aquele papo: “então minha querida sabe o que acontece...”, se começar assim não vale a pena ouvir mais nada.  Tô fora!

Já dizia o tal Gandhi, que por dizer “não” a um revisor de comboio sul-africano que o convidou para trocar a primeira pela segunda classe, então se tornou um líder eterno. Mais vale um “não” pronunciado com convicção a um “sim” para agradar ou evitar aborrecimentos.


Assim como não gosto de chuva a contar gotas, pouco ou dividido não me agrada. Não vou me fazer de gotinha para satisfazer quem não gosta ou teme a enxurrada. Eu sou intensa. Comigo é tudo ou nada. Quem quiser que se proteja.

sábado, 19 de outubro de 2013

O espelho da alma

Oh espelho, oh espelho meu. Existe alguém mais feliz do que eu?
Se eu desejo eu faço;
Se eu falo eu faço;
Se eu faço eu passo;
Se eu passo eu vazo;
Se eu vazo, acabou.
Só tu espelho meu pra refletir meu próprio eu


segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Tamanho importa

Algumas pessoas acreditam que tamanho não importa. Nunca! Tamanho importa, e muito. Refiro-me ao tamanho da cabeça. Exatamente! Na linguagem conotativa mesmo, digo: a inteligência.

Algumas situações passadas somadas ao presente me fizeram rabiscar essa preferência particular.

Vamos lá. Denomina-se afrodisíaco tudo que serve como estimulante sexual, alimentos, bebidas, danças, um filme, uma música, o ambiente, o poder, o cheiro, o cabelo, a pele (...) tudo aquilo que estimula e auxilia no bom  desempenho sexual, enfim, que desperta a imaginação e o desejo. Mas, particularmente, eu considero o conhecimento, um bom papo, a perspicácia, o talento, resumindo: a inteligência - o melhor afrodisíaco de todos. Incomparável. Imbatível!

Fiz até pesquisa informal, acredito muito na minha teoria, contudo, é uma preferência particular, ou seja, não consigo comprovar ou argumentar cientificamente.  O que posso afirmar é que muitos concordam comigo. A aparência até é importante, afinal, nos impressionamos inicialmente por ela, isso mesmo, a chamada “primeira impressão”, e neste sentido muita gente sem conteúdo que não costuma exercitar os neurônios e cultiva apenas músculos se dá bem por aí.

Não, isso não é papo furado. Eu concordo que um rostinho bonito e um corpo sarado contribuem e muito, inclusive se for possível somar tudo isso a inteligência é o tal prêmio máximo da loteria, mas, convenhamos, isso não é tudo, não é eficiente, não funciona. O que nos resta é ela, a criatividade, aquela inteligência descontraída, necessária para colocar em prática qualquer “fórmula mágica” de sedução e desejo.  Definitivamente, beleza nenhuma supera um alguém original.



Finalizando, o afrodisíaco da inteligência por si só também não basta, ele é importante para certos momentos da relação e para que haja algo além de um encontro breve,  ou de apenas uma noite. É preciso mais. Sim, é! Pode ter história, geografia, português, física, biologia e até religião, se não tiver química, não há afrodisíaco capaz de fazer uma relação funcionar.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

O ballet dos pássaros

Observando os pássaros que cruzaram aqui por cima, questionando porque eles se movem em forma de "V", eles parecem figurar no ar a alegria, sei lá, parecia chover felicidade a dança deles, esse V só pode ser de Vida ou Viva. LB

http://vimeo.com/58291553

www.fatosenoticias.com.br


segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Aforismos




Desejando tanto a terça-feira, a quarta, a quinta, o amanhã, o novo dia, o nascer do sol, a sensação do recomeço e com ele a felicidade e suas incoerências, assim como uma aurora nova e fresca...e por fim a esperança. Essa meninice que dá vida ao mundo.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Um espaço de liberdade

Tenho certo fascínio pelo desconhecido, muitas vezes ele até mete medo, mas eu adoro imaginar o que está por trás das aparências, vislumbrar, sonhar, enfrentar, fazer interrogações das quais não preciso de respostas, me bastam os delírios.

Gosto do meu refúgio, da minha particularidade, de ouvir minhas músicas, organizar minhas prateleiras, as idéias. Todo mundo precisa de alguns momentos em que o relógio é esquecido, em que observar a chuva caindo lá fora traz aconchego para alma, correr os olhos pela janela e contemplar o nada ou o alheio também nos enche de vida. Mas o que me faz viva mesmo é a urgência, o caos do dia-a-dia, a movimentação, a disputa contra o tempo, as pessoas e a diversidade, as histórias, o criativo, o diferente, o velho, o novo, observar às transformações, até mesmo as tragédias, as perdas, elas me fazem valorizar ainda mais a vida. É, eu gosto de gente, dos detalhes, do conteúdo, espiar o outro, analisar... e para esse tipo de observação demanda tempo e eu dispenso a pressa. Hoje cedo eu me peguei fitando as pessoas que transitam lá embaixo, na rua, os gestos, os passos, algumas falavam ou cantavam sozinhas, os ritmos eram diferentes, a moda, o destino, o objetivo, tinha quem achava graça da chuva e quem se irritava com ela, eu tentava observar até mesmo o que não fora exposto. Minha imaginação me levou para o trabalho de alguns, para os compromissos de outros, para a varanda do apartamento ao lado, foi quando observei que também estava sendo espiada, deve ser do ser humano essa necessidade de conhecer um pouco mais da vida alheia, vi que buscavam detalhes em mim e que eu não sou a única curiosa. Estimule também a sua imaginação, estudiosos dizem que a nossa faculdade imaginativa pode ter-se enfraquecido pela inação. Pode ser revivida e alertada pelo uso. Essa faculdade não morre, embora se torne entorpecida por falta de uso. A imaginação é um espaço de liberdade e de decolagem em direção ao possível. Acho que enquanto imaginamos é porque desconhecemos, muitas vezes quando conhecemos nos decepcionamos. Quer saber, prefiro imaginar. Façamos!

sábado, 14 de setembro de 2013

Lembrar não é recordar

Reproduzo um trecho do romance "Encontro Marcado” de Fernando Sabino, pois ele introduz o assunto que me fez escrever hoje: “...Seu erro fundamental é lembrar em vez de recordar. Há uma diferença entre lembrar  e recordar; recordar é reviver, lembrar é apenas saber. O que é recordado fica, o que é lembrado é também esquecido."

Decidi reviver neste sábado. Fui para rua com intuito de correr, mas foi inevitável não observar o que acontecia ao meu redor, como boa observadora que sou. Curiosa também. No caminho encontrei uma cidade agitada, florida, cheia de saúde e óbvio: vida! O local não era novo pra mim, eu já conhecia a região e suas belezas, mas quase sempre passava por lá dirigindo, o que me impedia de admirar tamanha beleza. Foi definitivamente um dia para recordar um pouco do tudo que me fez capixaba de coração.

Iniciei na Praça dos Namorados, saindo do Iate Clube. Entre ciclistas, corredores, skatistas e os mais diversos esportistas... amigos, namorados, pais e filhos, havia também a turma do Stand Up Paddle. Aquela turma que se lança ao mar com uma prancha, um remo e corre numa única direção: o imaginário. Eles estavam em peso, tinha campeonato na Curva da Jurema. Eu tentei correr, mas me distrai entre o movimento das pessoas, o sol, o vento, as curvas, os ambulantes, as belezas naturais e as historias inesquecíveis de Vitória. Registrei o momento. Não que eu precise de fotos para lembrar de tudo isso, felizmente, essa parte eu costumo recordar. Dizem que nós só recordamos aquilo que realmente foi a nós destinado. Que nossa memória não lê cartas alheias. Asseguro-lhes: destinaram-me as mais lindas cartas, poemas e poesias. 

Compartilho com vocês o registro desse dia, um pouco (quase nada) da Ilha de Vitória. Finalizei os dois quilômetros no posto de gasolina mais bem frequentado da região, eu disse por várias vezes nos últimos dias que tinha parado de beber, etílico. Mas, hoje o dia mereceu uma exceção. Observei que muitas pessoas que ali estavam aderiram à cerveja sem álcool. Espantei-me de forma positiva. No meu caso, como foi exceção, fiquei naquela: “ Eu vou beber só hoje amanha eu vou parar...eu vou parar, eu vou parar”. 

Finalizei meu observatório com os pés. Exatamente! No mesmo local era possível encontrar pessoas que usavam sapatos, tênis, sandálias, chinelos e inclusive pés no chão. Uma rodinha de amigos. Isso não e legal?! Merece uma foto. Aqui você não precisa se preocupar com o destino e aparências.  Vejamos quanto simples é viver em Vitória. Todas as tribos, todas as possibilidades, todos os ritmos “juntos e misturados”. E, já disse o provérbio: recordar é viver duas vezes. Sim, eu pretendo voltar mais vezes.






quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Psicografando


Como disse Nathalie Sarraute:"As palavras servem para liberar um assunto silencioso, muito mais vasto que as palavras, que cada leitor leva no seu interior."

Catherine Clement: "Ler me salvou. Não minha vida, mas meu espírito. Ler é proteção e refúgio em tempos difíceis. E em tempos de paz e felicidade, ler segue sendo refúgio do espírito. Não assedia, acolhe. Não rejeita, se abre. O livro que lemos nos estende suas páginas como braços abertos."
E Gabriel Zaid: "Se ler não serve para ser mais real, pra que diabos serve?"





Continuarei liberando o silencioso e me refugiando em tempos difíceis, porque escrever me salvou. Como diriam meus colegas: A Lu agora deve estar psicografando. E porque não¿! Psicografar também é uma das múltiplas possibilidades de expressão. Eu sinto necessidade disso, fome, sede...

domingo, 8 de setembro de 2013

Descomplicando os 50 Tons de Cinza



Demorou mas eu resolvi fazer a minha contribuição sobre os “Cinquenta Tons de Cinza”, a trilogia de E.L.James. Vamos descomplicar o assunto. Como a maioria já deve saber, trata de um romance erótico, afinal, o assunto é velho e já foi motivo para muitas críticas, até mesmo objeto de decisão judicial. Há quem tenha se apaixonado por ele, ao ponto de sonhar com o Christian Grey, ou perder noites de sono imaginando. Óbvio, as mulheres. Aos homens, não vou generalizar, falo pelas vezes que discuti esse assunto com alguns, as críticas foram contrárias, tipo: “Isso não existe. Jamais! É muita ilusão”. Tudo bem. Eu concordo. Encontrar na vida real uma história igualzinha a narrada, é mais difícil que a velha agulha no palheiro, mas amigas, não vamos perder a esperança, é possível encontrar sim alguns Greys por aí, só que realmente, eles são peças raríssimas, então, é uma questão de sorte, convenhamos ser uma Anastásia também não é pra qualquer uma.



Costumo dizer que todo conhecimento é válido, por mais “idiota” que algumas pessoas julguem. Sendo assim, vale ler histórias em quadrinhos, Machado de Assis, Rubens Braga, Érico Veríssimo, Martha Medeiros, O Globo, A Tribuna de Vitória (ES), Blogs dos mais diversos, receitas, a Constituição Federal, o Código de Trânsito, Direito Penal (....) Tudo é válido! Até assistir os programas da Discovery Channel, há quem diga que só os chatos assistem. Não é bem assim, temos que ser seletivos, e absorver algo de bom de tudo que dispomos de informações, mesmo que sirvam apenas para críticas negativas, para que você possa afirmar que realmente não gosta. Afinal, como não gostar sem conhecer?!



E qual a minha conclusão sobre a trilogia? Como já disse, aos homens que pensam não existir, vocês estão enganados. Parece coisa de outro mundo encontrar um homem com tantos atributos como o Grey: bem sucedido, inteligente, gentil, sedutor, dominante, possessivo, romântico, surpreendentemente apaixonante, tarado, lindo de morrer e rico¿ Eu sei, tudo junto é complicado, principalmente a parte do rico. Mas eu ainda defendo de que é possível. Se eu já encontrei o "meu"? Não, não. Não tive essa sorte, não assim esse prêmio máximo da loteria, mas sabemos que querer tudo assim perfeitinho (como parece ser), isso sim, é coisa de outro mundo.



Eu não tenho essa pretensão, na verdade nem preciso de tudo isso para me satisfazer, nem mesmo a Anastásia precisava. Ela não mudou os conceitos dela, ela não arriscou a conhecer tudo aquilo que nunca tinha visto e nem mesmo imaginado, ela não mergulhou de cabeça por causa do dinheiro dele, inclusive, era algo que fazia recuar por diversas vezes. Sim, ele ser tudo aquilo e ainda por cima rico incomodava muito. E mais, ela era uma jovem também muito bonita, inteligente, encantadora, determinada, corajosa, admirável e mais, com uma vida todinha pela frente, tinha muito a descobrir. Não seria a Anastásia também um partido inimaginável? E dessa parte eu não ouvi ninguém comentando. Só falaram que jamais uma mulher devia se submeter ao que ela fez. Mas aqui entre nós, se você leu mesmo todos os livros, você vai concordar comigo, inicialmente ela tinha medo, óbvio a inexperiência (ingenuidade, não!) e o susto, afinal ser “escolhida” e desejada por um homem daqueles é difícil de acreditar (é ganhar na mega-sena acumuladíssima!) No entanto, foi ela que decidiu o que queria, ela já tinha maturidade suficiente para decidir e assumir as responsabilidades. Foi isso que fez, permitiu, arriscou-se. Moral da história, ela julgava tudo tão impossível, inclusive realizar aquelas sacanagens todas propostas por ele, e no final, era ela quem dava as cartas, queria mais e necessitava mais.



Anastásia Steele  apenas descobriu que às vezes falamos “não gosto” ou “jamais” para algo que nunca provamos, assim como eu fiz com o coentro (mas eu já provei!), e sem dúvida todos dizem isso diante de algo que não lhe cai bem aos olhos. Portanto, fica o aprendizado: dizer “não” sem conhecer é ignorância, até mesmo perda de tempo e de boas oportunidades. Para finalizar, vale à pena sonhar sim, ainda não precisamos pagar por isso, vai que uma hora o Grey aparece, mas não procurem, lembrem que é quando menos se espera. Ela o encontrou numa entrevista a qual substituía a amiga que estava doente – destino! Você pode encontrar num simples passeio, numa noite, numa mesa de bar, num semáforo fechado, no ônibus lotado e até lá na sua adolescência, talvez ele já tenha passado na tua vida, só que você não percebeu, estava distraída e ele passou, mas nem assim vamos perder a esperança, o mundo é redondo, vai que numa volta dessas, ele simplesmente volta.

sábado, 7 de setembro de 2013

A insônia e a artrose



Eu e a insônia. Mas, não consegui jogar stop sozinha. É bom assistir esses programas que são transmitidos bem cedo pela televisão, eu costumo dizer que os melhores programas geralmente passam na madrugada, nos horários que fica mais complicado ligar a TV. O assunto de hoje era a “artrose” - doença degenerativa das articulações. Parece chato, mas talvez seja porque a idade vai avançando e nossas preocupações mudam, assim como as prioridades, portanto, fiquei bem interessada na matéria.

A artrose é causada pelo desgaste de uma articulação. Entre os ossos há uma cartilagem, é o tecido fino e emborrachado que permite que os ossos deslizem uns sobre os outros. Pensem comigo: sabe a coxa da galinha? Não tem aquela parte branquinha, meio durinha, mas que é uma delícia comer? Eu adoro! Bem, eu devoro quase o osso todo. Então, não é muito diferente com nós, seres humanos. Porém no caso das aves, nós que nos denominamos humanos, devoramos suas cartilagens, já na nossa situação, a cartilagem pode quebrar e se desgastar. Pelo menos ainda não vi nenhum noticiário informando que nossas cartilagens são devoradas. Ainda! Ou seja, com o tempo mesmo, naturalmente, a cartilagem pode quebrar e se desgastar. Temos prazo de validade, acredite! Como resultado do desgaste, os ossos se friccionam, causando dor, inchaço e rigidez. Bicos de papagaio ou esporões podem se formar ao redor da articulação e os ligamentos e músculos ao redor da bacia ficam mais fracos e rígidos. Segundo especialistas, ainda que você pratique exercícios a vida toda, tenha boa alimentação, enfim, pertença à geração saúde, a artrose deverá fazer parte da sua vida um dia, salvo se, uma fatalidade ocorrer antes disso. Eu sempre achei que bico de papagaio era coisa de velho que reclamava muito.

Sabendo dessa realidade, que será inevitável, me interessei em verificar quais as possíveis curas, ou alternativas para viver melhor quando for afetada. Atualmente está em desenvolvimento medicamentos provavelmente capazes de retardar ou mesmo parar a evolução da artrose. Então, a verdade é que não dispomos de uma cura, mas de meios e tratamentos que podem ser decisivos para melhoria do estado funcional e da qualidade de vida.

Me resta aceitar. Quer saber, isso não pode ser motivo de preocupação. Afinal, nem sei se vou chegar a atingir a idade “adequada” que geralmente a artrose passa a acompanhar as mulheres. Já dancei muito (adoro dançar), pedalei um bocado (comecei aos 4 anos), pulei corda, não muitas atividades esportivas, ioga, vôlei e até já desfilei, não só em sete de setembro, mas pra concorrer a rainha da primavera na escola onde cursei o primeiro grau. Vai lá, qual a mulher que nunca fez isso?!


Ultimamente estou correndo 2km por dia, penso que tenho aproveitado bem minhas fases.  Não danço mais como no passado, não por deixar de gostar, porque o ritmo - idade é outra, e como falei no início, as prioridades também. Alguns amigos que me acompanharam na época que eu era mais ativa, pensam até que estou doente, ou não estou num momento legal. Eu admito, assim como todos os mortais, tenho as minhas limitações, preocupações, responsabilidades, altos e baixos, mas estou bem. Só estou em transição. Quem ainda não passou por isso, pode ter certeza, um dia vai chegar lá, assim como a artrose, é só uma questão de tempo.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Com ou sem educação, amo os dois!

Dividida entre a vida e as raízes, a ponte aérea Vitória e Porto Alegre já é algo familiar para mim.  E o que mais me surpreende é que mesmo depois de tanto tempo ainda sofro com o tal choque cultural, as diferenças me incomodam um bocado. Hoje retorno do RS, e desta vez com novas experiências na bagagem, as quais me motivaram a tecer algumas considerações, ou melhor, umas poucas impressões que tenho sobre Porto Alegre-RS e Vitória-ES. Eu tenho propriedade para isso, vou revelar um nebuloso segredo, nasci e vivi 18 anos no RS e já estou rumo a 13 anos em território capixaba.

Preciso narrar um episódio para explanar melhor as ideias. Quinta-feira passada, um dia bem atípico para mim, por dois motivos, o primeiro me faz escrever agora. Andei de ônibus municipal na grande Porto Alegre, por três vezes e carregando malas em uma delas. Não me recordo quando foi a última vez que havia feito isso. Não, isso não é privilégio, não andar de ônibus. Sim, carro facilita muito a vida da gente, mas como tudo na vida tem o lado bom e o ruim. Mas hoje eu vou falar da parte que me deixou satisfeita em andar de ônibus.

Frequentemente a falta de educação, infelizmente, é motivo de muitas discussões, críticas, cobrança de melhorias e investimentos por parte da população aos governantes, enfim, há quem justifique que a falta de um curso superior ou até mesmo de boas condições financeiras, seja motivo para tal. É polêmico! Eu já defendi em outras oportunidades que quando o assunto é educação, essa responsabilidade não deve ser única do governo, dos professores, não esta atrelada as boas escolas e nem ao saldo da conta bancária. Educação não significa apenas mapas geográficos, regras de física, equações de matemática e o uso da crase (...) Falo do básico,  aquela que vem de berço: o velho e esquecido “bom dia”, o “muito obrigada”, “por favor” e “com licença”, eu posso afirmar, isso não está vinculado as carências  e dificuldades acima citadas.


Estou ambientada a lugares que são frequentados por pessoas que julgo cultas, grande parte com curso superior, bem empregada, que reside em bairros de classe média ou média alta, que tem oportunidade de viajar para diversos lugares, e eu nunca me acostumei com a dificuldade que muitas dessas pessoas têm em praticar essa tal educação. Quantas vezes eu já desejei bom dia no elevador lotado e não tive resposta, pedi licença e a pessoa nem se movimentou, deixei algo cair e ninguém me avisou ou foi gentil para resgatar – Infinitas! Devia estar acostumada, às vezes tento me convencer que é culpa da falta de tempo, o brasileiro corre cada dia mais, sempre fazendo tantas coisas que talvez não sobre segundos para essas gentilezas. Mas, tive a oportunidade de mudar de opinião.

Foi subindo e descendo de ônibus que fiquei surpresa com algo que não deveria me surpreender.  As pessoas não só desejavam bom dia ao entrar no ônibus, como também agradeciam o motorista ao sair. A moça que estava do outro lado da roleta nem me conhecia e tão rápido se prontificou para segurar minhas bagagens. O rapaz que eu pedi informação ficou preocupado se eu ia descer na parada certa. A senhora que sentou ao meu lado conversou comigo (coisas da vida) e ainda disse que foi uma satisfação me conhecer. Acredite, ainda teve um rapaz que desceu e até um beijo soprou em minha direção. Como não ficar surpresa diante de tanta educação¿ E eu nem estava na Europa, até fazia um frio europeu, mas eu estava em Porto Alegre.

Posso escrever inúmeras páginas sobre as diferenças e semelhanças entre os estados do RS e do ES, são muitas, os dois têm muitas riquezas e oportunidades interessantes para oferecer, e como ocorre em todo país, as mesmas dificuldades, porém, umas mais salientes que outras.

Enquanto aguardava o vôo pesquisei mais sobre esses estados e suas capitais. O Pnud, órgão das Nações Unidas, em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada- IPEA, publicou em julho passado o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), mais de 180 indicadores socioeconômicos para 5.565 municípios -, formaram um conjunto de informações básicas e essenciais, que resultou na classificação, concorde-se ou não, sobre as cidades que o Brasil tem de melhor nas áreas de educação, renda e expectativa de vida. Entre as capitais, venceu Florianópolis (SC), seguida de Vitória (ES). O levantamento é feito pela ONU a cada 10 anos, com base nos dados do Censo, do IBGE.
Fiz uma leitura dos dados relacionando os dois estados – RS e ES. Por diversas vezes procurei argumentos que justifiquem eu gostar tanto da minha terra natal, assim como busco os motivos que me fazem ser capixaba de coração. Já sofri muito por ter o coração dividido entre os dois. Então ao analisar os índices, observei que: o ranking desta pesquisa classifica os estados lado a lado, os gaúchos em 6º lugar, seguido pelos capixabas em 7º. Das cidades brasileiras, Vitória é a 4º com os melhores índices, enquanto Porto alegre se classificou em 28۫º lugar, lembrando, o conjunto de renda, longevidade e educação. Para minha surpresa, quando o assunto foi apenas educação, dos cinqüenta municípios classificados com mais alto índice, Vitória ocupou o 4º lugar mais uma vez, enquanto Porto Alegre... Pois é! Não se classificou.

Fiquei espantada, mas logo entendi. A pesquisa não considera a civilidade quanto aborda a educação, o que citei no início desse texto, aquele conjunto de cortesias que visam à harmonia das relações humanas. Óbvio que não! Apenas qualificação, escolas e formação superior. Afinal a capital gaúcha destaca-se, eu diria que em primeiro lugar tratando de civilidade. E ressalto no trânsito a gente vê barbaridades, ofensas voam pelas janelas, mas isso ainda não se compara ao vácuo da falta de prática dessas palavrinhas em Vitória.


Resultado: fiquei mais confusa ainda. Não é possível decidir qual o melhor lugar para viver, é preciso analisar o conjunto e, definitivamente, fica difícil. A única certeza que tenho é de que os dois estados andam lado a lado, então, qualquer que seja minha decisão, o sofrimento não pode ser tão grande.

Stop Insônia

Quarta-Feira, 5h40min eu e a insônia. Empreendi pesquisa sobre o assunto. O Dr. Dráuzio Varella considera que a insônia pode ter causas orgânicas e psíquicas. Pesquisas apontam a produção inadequada de serotonina pelo organismo e o estresse provocado pelo desgaste cotidiano ou por situações-limite como causas mais importantes. Além disso, faz algumas recomendações, achei todas super válidas, mas destaquei algumas abaixo, diz Varella que: “Algumas mudanças simples no estilo de vida podem ajudar a combater a insônia, mesmo quando ela for crônica”, vamos lá:

“Use técnicas de relaxamento”, certo, estou tentando;
“Tome um banho morno”. Sim, sem dúvida, me deixa bem tranqüila;
“Exercite-se regularmente, mas não perto da hora de dormir”. Estou voltando hoje, estava parada há 15 dias;
“Reserve a cama somente para dormir e para relações íntimas. Evite ler, ver TV, trabalhar e conversar no quarto;” Isso eu realmente preciso mudar, minha cama é meu escritório.
“Levante-se, se não conseguiu dormir depois de trinta minutos deitado. Ficar na cama acordado pode aumentar a ansiedade, a irritação e, conseqüentemente, a insônia. Procure distrair-se com alguma atividade tranqüila e depois, mais cansado, volte para a cama e tente dormir. Repita o esquema, se necessário. Usando essa técnica, muitas pessoas conseguem reverter o processo.” É exatamente isso que estou fazendo. Ler, escrever, me distraindo com coisas que sinto prazer e tranqüilas, aguardo o resultado.
Para finalizar ele alerta que: "É indispensável descobrir o que está causando essa dificuldade para dormir, pois a ausência do sono reparador pode prejudicar a saúde física e mental dos indivíduos.” Sim, tenho consciência disso e estou determinada a resolver tudo que está fora do lugar.


Destarte, me resta acreditar que tem tudo para funcionar. Desagradável Insônia, seus dias estão contados. Mas até que todas essas práticas façam efeito eu vou seguindo o conselho de Martha Medeiros, eu li no domingo passado na Zero Hora, reproduzo abaixo, se for para conseguir dormir, vale até jogar stop comigo mesmo e, Stop Insônia. Ah, pra quem tem opinião diferente da minha sobre a Martha Medeiros, minha cronista preferida, acredite, sempre podemos resgatar algo de bom das crônicas dela, veja só minha situação.