"Só não se perca ao entrar no meu infinito particular"



Prazer, Lu.

domingo, 27 de novembro de 2011

Happy Weekend


Este foi um final de semana bem atípico. Em 29 anos muito bem vividos, nunca tinha experimentado a deliciosa sensação de ser tia. Exatamente: totalmente titia. De passar a tarde na piscina, comer guloseimas, assistir um filme "infantil" entre outras artimanhas. Resumindo: perfeito! Daqueles que deixam o gosto de quero mais.
Desses dois dias, muito tenho a relatar, mas, resolvi rabiscar um pequeno trecho que nos marcou muito, tanto a mim quando a minha sobrinha Ellen. O filme Happy Feet 2 - O pinguim.

Quando me referi ao filme destacando entre aspas a palavra infantil, foi justamente por ter percebido que este roteiro, que de acordo com as críticas já lidas, tão bom quanto o primeiro, trata de uma lição ao adultos. Merecedor de muitos aplausos.
Não tive a oportunidade de assistir ao primeiro, mas essa sequência, não deixou de fazer sentido pela falta do inicial, contrario, é desnecessário conhecer o primeiro para compreender a mensagem de Happy Feet 2.

Inicialmente temos um pinguim filho, Erick (Ava Acres), que não sabe dançar, inseguro e questionador, deseja um motivo para dançar. Enquanto toda rua raça dança e canta ele procura um porquê. Filho do casal principal, Mano (Elijah Wood) e Glória (Alecia Moore, Pink), Érick não leva o menor jeito para sapatear ou cantar e em sua primeira tentativa, o desastre. Como saída para vergonha, a fuga.

Na busca por um significado na vida o pequeno pinguim encontra um novo herói, um pinguim voador, Sven (Hank Azaria).
É quando descobre que ele pode ser bem mais do que se imaginou e neste momento se depara com a uma triste realidade. As geleiras se movimentam colocando em risco toda sua raça, os pinguins imperadores estão em perigo.

É também neste momento que o pequeno reencontra seu pai, e diante do perigo o pai demonstra uma coragem e preocupação com o próximo jamais conhecida por Érick, é quando ele descobre que aquele que o educava também pode ser bem melhor do que sempre imaginou. "Basta você querer que você alcançará".

Uma grande ameaça colocará a vida de todos os pinguins em perigo, mas principalmente expressões de gratidão, coragem e preocupação com o próximo misturada com a dança e o canto, salvam toda o planeta dos diversos personagens apresentados.
O filme também conta com dois camarões divertidíssimos, que mesmo sem entender o motivo da dança descobrem que dançar faz bem e que é uma bela forma de encarar a vida.

Sensibilidade, mistura de sentimentos que nos fazem refletir nossas atitudes enquanto humanos (aprendendo com os bichos) e diversão garantida, além de uma trilha perfeita que conta com grandes clássicos como Queen.

Agora, como fiquei com o gosto de quero mais, me resta aguardar o Gato de Botas e Alvin e os Esquilos, que também promete roubar boas gargalhada. Não me resta dúvida, pelo pequeno trecho que tive a oportunidade de ver e conta com a trilha de Lady Gaga.

Que tal aprendermos com as crianças?! Ou com os pinguins?! Seja com quem for, aprender é sempre uma ótima ideia.

Registros de um domingo ensolarado em POA... In Love!

Será que é necessário conhecer o ódio para então entender o sentido do amor?
Amar ou não amar, eis a questão? Eis a chave para a felicidade.

"O amor é como uma borboleta. Por mais que tente pegá-la, ela fugirá. Mas quando menos esperar, ela está ali do seu lado. O amor pode te fazer feliz, mas às vezes também pode te ferir. Mas o amor será especial apenas quando você tiver o objetivo de se dar somente a um alguém que seja realmente valioso. Por isso, aproveite o tempo livre para escolher.

Amor não é se envolver com a “pessoa perfeita”, aquela dos nossos sonhos. Não existem príncipes nem princesas.Encare a outra pessoa de forma sincera e real, exaltando suas qualidades, mas sabendo também de seus defeitos. O amor só é lindo, quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser”






“Por favor, não me analise
Não fique procurando cada ponto fraco meu.
Se ninguém resiste a uma análise profunda,
Quanto mais eu…
Ciumento, exigente, inseguro, carente
Todo cheio de marcas que a vida deixou
Vejo em cada grito de exigência
Um pedido de carência, um pedido de amor.
Amor é síntese
É uma integração de dados
Não há que tirar nem pôr
Não me corte em fatias
Ninguém consegue abraçar um pedaço
Me envolva todo em seus braços
E eu serei o perfeito amor.”

Mário Quintana

Especialmente para minhas amigas: Ana Beatriz Salgado, Gabriela Schmidt, Renata Póvoa e Pâmela Hoffmeister. Pelo simples fato de conhecerem a base da verdadeira amizade, o companheirismo e a cumplicidade.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Xiao Joaninha
Quem leu "As Boas Mulheres da China" de Xinran, vai entender o sentimento que irei compartilhar.
Joaninha é o nome popular dos insetos coleópteros da família Coccinellidae. Encontradas no mundo inteiro,mas nada como ser encontrada por elas. Coloridas e inofensivas são insetos vistos tradicionalmente com simpatia e inclusive considerados em alguns lugares como SÍMBOLO DA SORTE, e que matá-las é um presságio de má sorte. Hoje, eu, Luciana Barth em meu batemóvel pilotei por 8km com uma dessas criaturinhas passeando sobre meu corpo, me senti acariciada, ela foi tão envolvente que parecia muito mais que um inseto.

Foi uma expressão, sem dúvida, de muita sorte! ;)





"Xiao" em chinês, quando precede o primeiro nome, indica maior proximidade em relação à pessoa com quem se está falando.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Martheando

"Martha Medeiros - O medo de errar

A gente é a soma das nossas decisões.

É uma frase da qual sempre gostei, mas lembrei dela outro dia num local inusitado: dentro do súper. Comprar maionese, band-aid e iogurte, por exemplo, hoje requer expertise. Tem maionese tradicional, light, premium, com leite, com ômega 3, com limão, com ovos “free range”. Band-aid, há de todos os formatos e tamanhos, nas versões transparente, extratransparente, colorido, temático, flexível.

Absorvente com aba e sem aba, com perfume e sem perfume, cobertura seca ou suave. Creme dental contra o amarelamento, contra o tártaro, contra o mau hálito, contra a cárie, contra as bactérias. É o melhor dos mundos: aumentou a diversificação. E com ela, o medo de errar.

Assim como antes era mais fácil fazer compras, também era mais fácil viver. Para ser feliz, bastava estudar (magistério para as moças), fazer uma faculdade (Medicina, Engenharia ou Direito para os rapazes), casar (com o sexo oposto), ter filhos (no mínimo dois) e manter a família estruturada até o fim do dias. Era a maionese tradicional.

Hoje, existem várias “marcas” de felicidade. Casar, não casar, juntar, ficar, separar. Homem com mulher, homem com homem, mulher com mulher. Ter filhos biológicos, adotar, inseminação artificial, barriga de aluguel – ou simplesmente não tê-los.

Fazer intercâmbio, abrir o próprio negócio, tentar um concurso público, entrar para a faculdade. Mas estudar o quê? Só de cursos técnicos, profissionalizantes e universitários, há centenas. Computação Gráfica ou Informática Biomédica? Editoração ou Ciências Moleculares? Moda, Geofísica ou Engenharia de Petróleo?

A vida padronizada podia ser menos estimulante, mas oferecia mais segurança, era fácil “acertar” e se sentir um adulto. Já a expansão de ofertas tornou tudo mais empolgante, só que incentivou a infantilização: sem saber ao certo o que é melhor para si, surgiu o medo de crescer.

Todos parecem ter 10 anos menos. Quem tem 17, age como se tivesse 7. Quem tem 28, parece ter 18. Quem tem 39, vive como se fossem 29. Quem tem 40, 50, 60, mesma coisa. Por um lado, é ótimo ter um espírito jovial e a aparência idem, mas até quando se pode adiar a maturidade?

Só nos tornamos verdadeiramente adultos quando perdemos o medo de errar. Não somos apenas a soma das nossas escolhas, mas também das nossas renúncias. Crescer é tomar decisões e, depois, conviver pacificamente com a dúvida. Adolescentes prorrogam suas escolhas porque querem ter certeza absoluta – errar lhes parece a morte.

Adultos sabem que nunca terão certeza absoluta de nada, e sabem também que só a morte física é definitiva. Já “morreram” diante de fracassos e frustrações, e voltaram pra vida. Ao entender que é normal morrer várias vezes numa única existência, perdemos o medo – e finalmente crescemos. "

Jornal Zero Hora, 25 de setembro de 2011.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

INVEJA

Quando escreveu “Inveja – Mal secreto”, o jornalista Zuenir Ventura, conhecia bem o assunto:

“CIÚME é querer manter o que se tem; COBIÇA é querer o que não se tem; INVEJA é não querer que o outro tenha. O ÓDIO espuma. A PREGUIÇA se derrama. A GULA engorda. A AVAREZA acumula. A LUXÚRIA se oferece. O ORGULHO brilha. Só a INVEJA se esconde.”

É sorrateira e silenciosamente que o invejoso age. É uma espécie de jogador, que para ele, o resultado que vale não é o que ele ganha, mas o que o outro perde.

Conhecimento e sabedoria é tudo! Tudo que nunca e nem ninguém poderá nos roubar. Nem mesmo a INVEJA. Ou seja, se você entender essa premissa, basta para não ser um perdedor. #fica a dica#