"Só não se perca ao entrar no meu infinito particular"



Prazer, Lu.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Substituindo o mesmo

Eu sigo tentando compreender a falta de civilidade, ou melhor, a perda de seu valor. Parece que, hoje em dia, ser civilizado virou exceção, quando deveria ser regra. Falo de educação, de comportamento, do respeito mútuo.


Regras básicas de convivência, infelizmente, estão sendo desvalorizadas. Pequenas atitudes, simples, que não custam nada, que não exigem sacrifício, absurdamente são ignoradas. Desligue o celular, não buzine, recolha o SEU lixo... As paredes não deveriam estar cobertas de recados desse tipo, mas à medida que a educação diminui a diversidade deles aumenta.


Para mim, é coisa tão natural, expressões como: “com licença, obrigada, por favor, desculpa, bom dia!” Dia desses, estive pensando em desistir de algumas cordialidades, cansei de ter o silêncio como resposta. Mas, conversando com meus queridos botões tive uma grande ideia.



Eu nunca vi nenhum cartaz lembrando: dê bom dia! Por que não tentar? Corri no elevador e substituí o “mesmo”. Afinal, ninguém é louco de não “verificar se o mesmo encontra-se parado neste andar”, já de sussurrar, ainda que entre os dentes o velho “bom dia”, não posso dizer o mesmo. Estou feliz! Acreditem, está funcionando. Pelo menos ali, naquele quadrado minúsculo, e talvez por ser bobo, funcione: Sorria! E lembre-se de desejar bom dia.


Agora estou esquematizando como fazer para não cair na armadilha dos cachorros, quer dizer, do animal que leva o bichinho de estimação para o passeio e não carrega o saco plástico para recolher imediatamente os seus dejetos, que frequentemente, cercam o portão do meu prédio.


Extrema falta de respeito! Confesso que quase perdi a razão ao mergulhar um salto quinze numa dessas armadilhas. E se eu desse voz ao sentimento, que naquele momento foi de ódio, não haveria possibilidade de substituir “o mesmo”, neste caso, chumbinho para ele. Mas, como eu não costumo brincar com os sentimentos alheios. Eis algo que abomino. Insistirei em encontrar uma forma de sensibilizar as pessoas que fazem isso.

Continuarei acreditando que essas delicadezas, vêm de berço. Não dependem do governo, de boas escolas ou de professores qualificados. Esse tipo de civilidade exige apenas boa vontade, e não custa nada.