"Só não se perca ao entrar no meu infinito particular"



Prazer, Lu.

domingo, 27 de novembro de 2011

Happy Weekend


Este foi um final de semana bem atípico. Em 29 anos muito bem vividos, nunca tinha experimentado a deliciosa sensação de ser tia. Exatamente: totalmente titia. De passar a tarde na piscina, comer guloseimas, assistir um filme "infantil" entre outras artimanhas. Resumindo: perfeito! Daqueles que deixam o gosto de quero mais.
Desses dois dias, muito tenho a relatar, mas, resolvi rabiscar um pequeno trecho que nos marcou muito, tanto a mim quando a minha sobrinha Ellen. O filme Happy Feet 2 - O pinguim.

Quando me referi ao filme destacando entre aspas a palavra infantil, foi justamente por ter percebido que este roteiro, que de acordo com as críticas já lidas, tão bom quanto o primeiro, trata de uma lição ao adultos. Merecedor de muitos aplausos.
Não tive a oportunidade de assistir ao primeiro, mas essa sequência, não deixou de fazer sentido pela falta do inicial, contrario, é desnecessário conhecer o primeiro para compreender a mensagem de Happy Feet 2.

Inicialmente temos um pinguim filho, Erick (Ava Acres), que não sabe dançar, inseguro e questionador, deseja um motivo para dançar. Enquanto toda rua raça dança e canta ele procura um porquê. Filho do casal principal, Mano (Elijah Wood) e Glória (Alecia Moore, Pink), Érick não leva o menor jeito para sapatear ou cantar e em sua primeira tentativa, o desastre. Como saída para vergonha, a fuga.

Na busca por um significado na vida o pequeno pinguim encontra um novo herói, um pinguim voador, Sven (Hank Azaria).
É quando descobre que ele pode ser bem mais do que se imaginou e neste momento se depara com a uma triste realidade. As geleiras se movimentam colocando em risco toda sua raça, os pinguins imperadores estão em perigo.

É também neste momento que o pequeno reencontra seu pai, e diante do perigo o pai demonstra uma coragem e preocupação com o próximo jamais conhecida por Érick, é quando ele descobre que aquele que o educava também pode ser bem melhor do que sempre imaginou. "Basta você querer que você alcançará".

Uma grande ameaça colocará a vida de todos os pinguins em perigo, mas principalmente expressões de gratidão, coragem e preocupação com o próximo misturada com a dança e o canto, salvam toda o planeta dos diversos personagens apresentados.
O filme também conta com dois camarões divertidíssimos, que mesmo sem entender o motivo da dança descobrem que dançar faz bem e que é uma bela forma de encarar a vida.

Sensibilidade, mistura de sentimentos que nos fazem refletir nossas atitudes enquanto humanos (aprendendo com os bichos) e diversão garantida, além de uma trilha perfeita que conta com grandes clássicos como Queen.

Agora, como fiquei com o gosto de quero mais, me resta aguardar o Gato de Botas e Alvin e os Esquilos, que também promete roubar boas gargalhada. Não me resta dúvida, pelo pequeno trecho que tive a oportunidade de ver e conta com a trilha de Lady Gaga.

Que tal aprendermos com as crianças?! Ou com os pinguins?! Seja com quem for, aprender é sempre uma ótima ideia.

Registros de um domingo ensolarado em POA... In Love!

Será que é necessário conhecer o ódio para então entender o sentido do amor?
Amar ou não amar, eis a questão? Eis a chave para a felicidade.

"O amor é como uma borboleta. Por mais que tente pegá-la, ela fugirá. Mas quando menos esperar, ela está ali do seu lado. O amor pode te fazer feliz, mas às vezes também pode te ferir. Mas o amor será especial apenas quando você tiver o objetivo de se dar somente a um alguém que seja realmente valioso. Por isso, aproveite o tempo livre para escolher.

Amor não é se envolver com a “pessoa perfeita”, aquela dos nossos sonhos. Não existem príncipes nem princesas.Encare a outra pessoa de forma sincera e real, exaltando suas qualidades, mas sabendo também de seus defeitos. O amor só é lindo, quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser”






“Por favor, não me analise
Não fique procurando cada ponto fraco meu.
Se ninguém resiste a uma análise profunda,
Quanto mais eu…
Ciumento, exigente, inseguro, carente
Todo cheio de marcas que a vida deixou
Vejo em cada grito de exigência
Um pedido de carência, um pedido de amor.
Amor é síntese
É uma integração de dados
Não há que tirar nem pôr
Não me corte em fatias
Ninguém consegue abraçar um pedaço
Me envolva todo em seus braços
E eu serei o perfeito amor.”

Mário Quintana

Especialmente para minhas amigas: Ana Beatriz Salgado, Gabriela Schmidt, Renata Póvoa e Pâmela Hoffmeister. Pelo simples fato de conhecerem a base da verdadeira amizade, o companheirismo e a cumplicidade.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Xiao Joaninha
Quem leu "As Boas Mulheres da China" de Xinran, vai entender o sentimento que irei compartilhar.
Joaninha é o nome popular dos insetos coleópteros da família Coccinellidae. Encontradas no mundo inteiro,mas nada como ser encontrada por elas. Coloridas e inofensivas são insetos vistos tradicionalmente com simpatia e inclusive considerados em alguns lugares como SÍMBOLO DA SORTE, e que matá-las é um presságio de má sorte. Hoje, eu, Luciana Barth em meu batemóvel pilotei por 8km com uma dessas criaturinhas passeando sobre meu corpo, me senti acariciada, ela foi tão envolvente que parecia muito mais que um inseto.

Foi uma expressão, sem dúvida, de muita sorte! ;)





"Xiao" em chinês, quando precede o primeiro nome, indica maior proximidade em relação à pessoa com quem se está falando.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Martheando

"Martha Medeiros - O medo de errar

A gente é a soma das nossas decisões.

É uma frase da qual sempre gostei, mas lembrei dela outro dia num local inusitado: dentro do súper. Comprar maionese, band-aid e iogurte, por exemplo, hoje requer expertise. Tem maionese tradicional, light, premium, com leite, com ômega 3, com limão, com ovos “free range”. Band-aid, há de todos os formatos e tamanhos, nas versões transparente, extratransparente, colorido, temático, flexível.

Absorvente com aba e sem aba, com perfume e sem perfume, cobertura seca ou suave. Creme dental contra o amarelamento, contra o tártaro, contra o mau hálito, contra a cárie, contra as bactérias. É o melhor dos mundos: aumentou a diversificação. E com ela, o medo de errar.

Assim como antes era mais fácil fazer compras, também era mais fácil viver. Para ser feliz, bastava estudar (magistério para as moças), fazer uma faculdade (Medicina, Engenharia ou Direito para os rapazes), casar (com o sexo oposto), ter filhos (no mínimo dois) e manter a família estruturada até o fim do dias. Era a maionese tradicional.

Hoje, existem várias “marcas” de felicidade. Casar, não casar, juntar, ficar, separar. Homem com mulher, homem com homem, mulher com mulher. Ter filhos biológicos, adotar, inseminação artificial, barriga de aluguel – ou simplesmente não tê-los.

Fazer intercâmbio, abrir o próprio negócio, tentar um concurso público, entrar para a faculdade. Mas estudar o quê? Só de cursos técnicos, profissionalizantes e universitários, há centenas. Computação Gráfica ou Informática Biomédica? Editoração ou Ciências Moleculares? Moda, Geofísica ou Engenharia de Petróleo?

A vida padronizada podia ser menos estimulante, mas oferecia mais segurança, era fácil “acertar” e se sentir um adulto. Já a expansão de ofertas tornou tudo mais empolgante, só que incentivou a infantilização: sem saber ao certo o que é melhor para si, surgiu o medo de crescer.

Todos parecem ter 10 anos menos. Quem tem 17, age como se tivesse 7. Quem tem 28, parece ter 18. Quem tem 39, vive como se fossem 29. Quem tem 40, 50, 60, mesma coisa. Por um lado, é ótimo ter um espírito jovial e a aparência idem, mas até quando se pode adiar a maturidade?

Só nos tornamos verdadeiramente adultos quando perdemos o medo de errar. Não somos apenas a soma das nossas escolhas, mas também das nossas renúncias. Crescer é tomar decisões e, depois, conviver pacificamente com a dúvida. Adolescentes prorrogam suas escolhas porque querem ter certeza absoluta – errar lhes parece a morte.

Adultos sabem que nunca terão certeza absoluta de nada, e sabem também que só a morte física é definitiva. Já “morreram” diante de fracassos e frustrações, e voltaram pra vida. Ao entender que é normal morrer várias vezes numa única existência, perdemos o medo – e finalmente crescemos. "

Jornal Zero Hora, 25 de setembro de 2011.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

INVEJA

Quando escreveu “Inveja – Mal secreto”, o jornalista Zuenir Ventura, conhecia bem o assunto:

“CIÚME é querer manter o que se tem; COBIÇA é querer o que não se tem; INVEJA é não querer que o outro tenha. O ÓDIO espuma. A PREGUIÇA se derrama. A GULA engorda. A AVAREZA acumula. A LUXÚRIA se oferece. O ORGULHO brilha. Só a INVEJA se esconde.”

É sorrateira e silenciosamente que o invejoso age. É uma espécie de jogador, que para ele, o resultado que vale não é o que ele ganha, mas o que o outro perde.

Conhecimento e sabedoria é tudo! Tudo que nunca e nem ninguém poderá nos roubar. Nem mesmo a INVEJA. Ou seja, se você entender essa premissa, basta para não ser um perdedor. #fica a dica#

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A mulher e a patroa.


Há homens que têm patroa. Ela sempre está em casa quando ele chega do trabalho. O jantar é rapidamente servido a mesa. Ela recebe um apertao na bochecha. A patroa pode ser jovem e bonita, mas tem uma atitude subserviente, que lhe confere um certo ar robusto, como se fosse uma senhora de muitos anos atrás.

Há homens que têm mulher. uma mulher que está em casa a hora que pode, às vezes chega antes dele, às vezes depois. Sua casa não é sua jaula nem seu fogão é industrial. A mulher beija seu marido na boca quando o encontra no fim do dia e recebe dele o melhor dos abraços.A mulher pode ser robusta e até meio feia, mas sua independência lhe confere um ar de garota,regente de si mesma.


Há homens que tem patroa, e mesmo que ela tenha tido apenas um filho, ou um casal, parece que gerou uma ninhada, tanto as crianças lhe solicitame ela lhes é devota. A patroa é uma santa, muito boa esposa e muito boa mae, tao boa que é assim que o marido a chama quando nao a chama de patro: "mãezinha"


Há homens que têm mulher. Minha mulher, Suzana. Minha mulher,Cristina.Minha mulher, Tereza. Mulheres que têm nome, que só são chamadas de mãe pelos filhos, que nao arrastam os pés pela casa nem confiscam o salário do marido, porque elas têm o dela. Nao mandam nos caras, nao obedecem os caras: convivem com eles.

Há homens que têm patroa. Vou ligar pra patroa. Vou perguntar pra patroa. vou buscar a patroa. É carinho, dizem. Às vezes, é deboche. Quase sempre é muito cafona.

Há homens que têm mulher. Vou ligar pra minha mulher. Vou perguntar pra minha mulher. Vou buscar minha mulher. Não há subordinação consentida ou disfarçada.Não há patrões nem empregados. há algo sexy no ar.


Há homens que têm patroa.

Há homens que têm mulher.
E há mulheres que escolhem o que querem ser.

Martha Medeiros

terça-feira, 25 de outubro de 2011

"O amor adora se fazer de difícil..."

Quando menos se espera
 MARTHA MEDEIROS
ZERO HORA - 19/10/11
Quando alguém se queixa de que não encontra sua cara-metade, que procura, procura, procura e nada, os amigos logo lembram o queixoso de que o amor só é encontrado ao acaso. Justamente no dia que você vai à locadora todo esculhambado para devolver um DVD, poderá esbarrar na mulher da sua vida. E naquela noite em que você sai de pantufas do apartamento só pra descer até a garagem do prédio e desligar a droga do alarme do carro que disparou, é então que o Cupido poderá atacar, fazendo com que o príncipe dos sonhos divida com você o elevador. Não acredita? Eu acredito. Nas vezes em que saí de casa preparada pra guerra, voltei de mãos vazias. Todos os meus namoros começaram quando eu estava completamente distraída. Mas não vale se fingir de distraída, tem que estar realmente com a cabeça na lua. Aí, acontece. O amor adora se fazer de difícil. Pois foi meio assim que aconteceu com a universitária que foi parada numa blitz semana passada. Ela se recusou a fazer o teste do bafômetro, então teve a carteira recolhida e prestou algumas informações. Voltou pra casa e pouco tempo depois recebeu um torpedo de um dos agentes perguntando se ela estava no Facebook ou se podia dar seu MSN, porque ele gostaria de conhecê-la melhor. Vibro com essas conspirações do destino, que fazem com que duas pessoas que estavam absolutamente despreparadas para um encontro amoroso (um trabalhando na madrugada, outra voltando de uma festa) se encontrem de forma inusitada e a partir daí comece um novo capítulo da história de cada um. Claro, levando-se em conta que ambos tenham simpatizado um com o outro, que a atração tenha sido recíproca. Não foi o caso. A universitária não se agradou do rapaz. Acontece muito. O Cupido passa trabalho, não é fácil combinar os pares. Nesses casos, todo mundo sabe o que fazer: basta não responder ao torpedo, ou responder amavelmente dizendo que não está interessada, ou mandar um chega pra lá mais incisivo, desestimulando uma segunda tentativa. A universitária desprezou essas três opções de dispensa. Inventou uma quarta maneira para liquidar o assunto: deu queixa do rapaz aos órgãos competentes. Dedurou o cara. Não perdoou que uma informação confidencial (o número do seu celular) houvesse sido utilizada indevidamente por um servidor público. É duro viver num mundo sem humor. Uma cantada, uma reles cantada. Se fosse num bar, seria óbvia. Tendo sido após uma blitz, foi incomum. No mínimo, poderia ter arrancado um sorriso do rosto da garota que deveria estar pê da vida por ter a carteira apreendida. Depois de um fim de noite aborrecido, ela teve a chance de achar graça de alguma coisa, mas se enfezou ainda mais. No próximo sábado, é provável que esteja de novo na balada, cercada de outras meninas e meninos, a maioria se queixando de que o amor não dá mole.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Tornar o amor real...

Hoje, Nando Reis me fez companhia no trânsito, enquanto voltava pra casa... Disse ele: "Tornar o amor real é expulsá-lo de você para que ele possa ser de alguém". Dialogando com os meus botões; Me questionei: Será?! Pois então, acredito que: As pessoas mais felizes são aquelas que conseguem arriscar em ter um relacionamento mais profundo. Sim, que mergulham até se afogar!

domingo, 9 de outubro de 2011

Supergaúcha

Sou urbana, gosto de cidade grande, não gosto de mato, de bicho e de pão feito em casa. Pronto. Falei. Acredite: não é um desvio de caráter. É o meu jeito. Minhas preferências. Não jogue no lixo tudo o que a gente construiu juntos só por causa deste detalhezinho bobo. Desde que eu era pequena que sítios, fazendas e assemelhados nunca me seduziram. Tenho medo de cobra, não sei andar a cavalo e suo frio só em pensar em encontrar uma perereca no banheiro. Eu bem que gostaria de me adaptar, pois se todo mundo diz que não há nada melhor do que a vida no campo, alguma verdade há nisso. Eu gosto de árvores, de flores, de silêncio, eu fiz minhas tentativas. Eu tentei ser normal. Achei que bastaria calçar botas de couro, mas é pouco. É preciso vocação.
Minha inaptidão para o mundo campeiro fica bem demonstrada quando o assunto é gastronomia. Eu não gosto de charque. Eu não gosto de chimarrão. Eu não gosto de doce de abóbora. Eu não gosto de leite recém tirado da vaca. Restou-me a resignação: vim ao mundo com este defeito de fábrica e não há nada que se possa fazer. Todas as pessoas possuem uma espécie de deficiência, e algumas são bem piores do que as minhas. Há quem seja vegetariano. Não cheguei a esse extremo. Uma picanha, não recuso. Mal passada, melhor ainda.
Estamos vivendo uma fase de ufanismo gaudério. De repente, o Rio Grande do Sul ganhou destaque, devido à minissérie e ao livro A Casa das Sete Mulheres, da minha talentosa amiga Leticia Wierzchovski. Toda a população está se sentindo orgulhosa de pertencer a esta terra. Uma rede de lojas, recentemente, colocou uma campanha publicitária no ar com a seguinte pergunta: o que é ser gaúcho? As melhores respostas ganharam prêmios.
Eu não ganharia nem um tapinha nas costas.
Ser gaúcha, eu responderia, é gostar de ler Michael Cunningham, de ir ao cinema, de viajar para o Rio, para Punta, para Nova York. É caminhar na esteira de uma academia, trabalhar até tarde num escritório e antes de voltar pra casa passar no Zaffari e comprar uma pizza congelada. Ser gaúcha é ouvir bossa nova, gostar de praia e ficar só de camiseta e meias comendo Ruffles na frente da tevê. É preocupar-se com a meteorologia porque amanhã é dia de fazer escova e você morre de medo que chova e o cabelo vá por água abaixo. É acordar com as galinhas, mas sem ver as galinhas, a não ser na hora do almoço, grelhadas. Ser gaúcha é ter bom humor e nojo de barata, é adorar a Internet e assistir ao pôr-do-sol da sacada. Ser gaúcha é ter nascido aqui mas ser feliz em qualquer lugar, com o estilo de vida que escolher.
Eu me sinto tão gaúcha quanto as prendas que dançam nos CTGs, tão gaúcha quanto as mulheres que encilham cavalos, que cozinham em fogões a lenha, que ordenham vacas e bordam tapetes. Aliás, eu bordo tapetes. Aliás, eu nasci neste Estado. Aliás, somos todos gaúchos, nenhum mais gaúcho que o outro.
Por Martha Medeiros

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

4:59h...Insônia!

São infinitas as coisas que desejamos na vida: Viajar, amigos, independência, uma profissão, filhos, praia sempre que o sol sorrir, frio e alguém para esquentar nossos pés... Hoje, resumiria em uma única palavra uma conquista necessária para este ser humano: sono!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Pai, começa o começo!

"Quando eu era criança e pegava uma tangerina para descascar, corria para meu pai e pedia: - “pai, começa o começo!”. O que eu queria era que ele fizesse o primeiro rasgo na casca, o mais difícil e resistente para as minhas pequenas mãos.
Depois, sorridente, ele sempre acabava descascando toda a fruta para mim. Mas, outras vezes, eu mesmo tirava o restante da casca a partir daquele primeiro rasgo providencial que ele havia feito.
Meu pai faleceu há muito tempo (e há anos, muitos, aliás) não sou mais criança. Mesmo assim, sinto grande desejo de tê-lo ainda ao meu lado para, pelo menos, “começar o começo” de tantas cascas duras que encontro pelo caminho. Hoje, minhas “tangerinas” são outras. Preciso “descascar” as dificuldades do trabalho, os obstáculos dos relacionamentos com amigos, os problemas no núcleo familiar, o esforço diário que é a construção do casamento, os retoques e pinceladas de sabedoria na imensa arte de viabilizar filhos realizados e felizes, ou então, o enfrentamento sempre tão difícil de doenças, perdas, traumas, separações, mortes, dificuldades financeiras e, até mesmo, as dúvidas e conflitos que nos afligem diante de decisões e desafios.
Em certas ocasiões, minhas tangerinas transformam-se em enormes abacaxis......
 Lembro-me, então, que a segurança de ser atendido pelo papai quando lhe pedia para “começar o começo” era o que me dava a certeza que conseguiria chegar até ao último pedacinho da casca e saborear a fruta. O carinho e a atenção que eu recebia do meu pai me levaram a pedir ajuda a Deus, meu Pai do Céu, que nunca morre e sempre está ao meu lado. Meu pai terreno me ensinou que Deus, o Pai do Céu, é eterno e que Seu amor é a garantia das nossas vitórias.
 Quando a vida parecer muito grossa e difícil, como a casca de uma tangerina para as mãos frágeis de uma criança, lembre-se de pedir a Deus:
“Pai, começa o começo!”. Ele não só “começará o começo”, mas resolverá toda a situação para você.
Não sei que tipo de dificuldade eu e você encontraremos pela frente. Sei apenas que vou me garantir no Amor Eterno de Deus para pedir, sempre que for preciso: “Pai, começa o começo!”."
 Autor: Desconhecido.
(Recebi este texto de um amigo, vale a pena compartilhar). Boa leitura!

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Exposição


Hoje eu esperava estar por cima,
das nuvens, do frio, das chuvas.
Hoje eu queria estar por fora,
da toca, das toucas, das roupas.
Hoje eu desejei ser exposta,
ao sol, para o sol, com o sol.
Com encanto, um pouco do Espírito Santo.
Hoje eu sonhei estar lá em cima,
no alto, pelo Espírito, no Santo.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Mudar, romper, separar, distanciar...recomeçar, agora em POA.

"Se for preciso, eu volto a ser caudilho
Por essa pampa que ficou pra trás
Porque eu não quero deixar pro meu filho
A pampa pobre que herdei de meu pai..."
 

terça-feira, 10 de maio de 2011

Decepção amorosa ortográfica

Escrever errado não é privilégio de ninguém, eu sou craque nas gafes. E quem não tropeça no português? Vira e mexe encontro em meus textos verbos embaralhados, pontos deslocados e falta de concordância. Pode ser mera desobediência à gramática, mas é constrangedor.

Longe de incentivar a ignorância, penso que alguns vacilos são perdoáveis, mas não tem beleza ou tesão que resista a um "ni min" ou então "seje”, é pior que cueca furada.

Internetês pode? “Naum, naum axo fofixx”. Eu abomino essa forma de expressão grafolingüística utilizada por internautas. Em casos de abreviações como: “vc, kbça, bj” até justificam, por simplificar e economizar o tempo. Mas, vamos concordar, esse tal linguajar inventivo, emburrece!

Escritores têm permissão para extrapolar a norma culta. Um dos maiores poetas brasileiros, Mario Quintana, inicia seu poema “Indivisíveis”, da seguinte forma: “Meu primeiro amor sentávamos...”, já Arnaldo Antunes escreveu “Beija eu”, mas isso, é licença poética. Como disse Gilberto Gil, “Não se meta a exigir do poeta que determine o conteúdo em sua lata, na lata do poeta tudonada cabe”. E quem sou eu para discordar.

E o que falar de piadas e contos regionais? “Quirido Inzé, xeguei bão. O pessoá daqui num é cumo di aí. As muié num sum como di aí. To com baita sôdade de Juaninha. Cunheci a fessora na iscola, ela mi leva pra sua caza. Dipois...espaiá afrição. Nuortudia mi insina potugueiz. Beto”. Quando você sabe como utilizar cada palavra, você pode, inclusive, escrever de maneira aparentemente "errônea" - mas que, na verdade, é acertada, já que você quer chamar atenção ou brincar com as palavras. Estamos falando de arte, manifestação estética, ideias e emoções.



Placas do tipo: “vendêsse esta merda”, pode? Bem, se vivemos num país em que poucos estudam e menos ainda lêem, seria exigir muito que este ingênuo comerciante saiba usar o sujeito indeterminado. Pelo menos, ele trabalha, vende, negocia.



Já um jovem bonito, bem relacionado, diplomado, que teria tudo para ser um bom partido, durante uma investida, escreve algumas mensagens: “Saldades de você. Agente podia se ver. Se eu soubesse tinha trago...”. Ao ler esse tipo de peróla pensei: isso dá piada, dá crônica, dá decepção.


Será que ele entendeu minha resposta? “Qualé vamos esperimentar um delisioso drinque ezótico, tezão!”.

O autor desse absurdo e tantos outros não tem o mínimo de intimidade com a língua, quiçá, intimidade com alguém. Isso é o que chamo de decepção amorosa ortográfica.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Substituindo o mesmo

Eu sigo tentando compreender a falta de civilidade, ou melhor, a perda de seu valor. Parece que, hoje em dia, ser civilizado virou exceção, quando deveria ser regra. Falo de educação, de comportamento, do respeito mútuo.


Regras básicas de convivência, infelizmente, estão sendo desvalorizadas. Pequenas atitudes, simples, que não custam nada, que não exigem sacrifício, absurdamente são ignoradas. Desligue o celular, não buzine, recolha o SEU lixo... As paredes não deveriam estar cobertas de recados desse tipo, mas à medida que a educação diminui a diversidade deles aumenta.


Para mim, é coisa tão natural, expressões como: “com licença, obrigada, por favor, desculpa, bom dia!” Dia desses, estive pensando em desistir de algumas cordialidades, cansei de ter o silêncio como resposta. Mas, conversando com meus queridos botões tive uma grande ideia.



Eu nunca vi nenhum cartaz lembrando: dê bom dia! Por que não tentar? Corri no elevador e substituí o “mesmo”. Afinal, ninguém é louco de não “verificar se o mesmo encontra-se parado neste andar”, já de sussurrar, ainda que entre os dentes o velho “bom dia”, não posso dizer o mesmo. Estou feliz! Acreditem, está funcionando. Pelo menos ali, naquele quadrado minúsculo, e talvez por ser bobo, funcione: Sorria! E lembre-se de desejar bom dia.


Agora estou esquematizando como fazer para não cair na armadilha dos cachorros, quer dizer, do animal que leva o bichinho de estimação para o passeio e não carrega o saco plástico para recolher imediatamente os seus dejetos, que frequentemente, cercam o portão do meu prédio.


Extrema falta de respeito! Confesso que quase perdi a razão ao mergulhar um salto quinze numa dessas armadilhas. E se eu desse voz ao sentimento, que naquele momento foi de ódio, não haveria possibilidade de substituir “o mesmo”, neste caso, chumbinho para ele. Mas, como eu não costumo brincar com os sentimentos alheios. Eis algo que abomino. Insistirei em encontrar uma forma de sensibilizar as pessoas que fazem isso.

Continuarei acreditando que essas delicadezas, vêm de berço. Não dependem do governo, de boas escolas ou de professores qualificados. Esse tipo de civilidade exige apenas boa vontade, e não custa nada.

terça-feira, 29 de março de 2011

Antítese


Amor: afeto profundo, apego, zelo.
Ódio: raiva, rancor, repugnância.
Luz: claridade emitida ou refletida, clarão, brilho.
Escuridão: ausência de clareza, grande tristeza, escuro.
Nascer: vir ao mundo, começar, brotar, surgir.
Morrer: perder a vida, terminar.
Belo: bonito, admirável, vantajoso.
Feio: impróprio, sem beleza, grave.
Felicidade: Satisfação, contentamento, sorte, êxito.
Tristeza: falta de alegria, de ânimo, melancolia.
Grande: desmedido, crescido, intenso.
Pequeno: de pouco tamanho ou volume, mesquinho;
Eterno: tempo de permanência dentro de um veículo, retorno para casa da moça de corpo bem curvilíneo e sem conteúdo. Falta de assunto, percurso sem fim.
Fim: quando aquela noite tão esperada não dura mais de dez minutos, incluindo as preliminares. Egoísta, precoce.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Permita-se!

Disfarce para ter mais graça
Renasça, a dor logo passa.
Renuncie se for aguda.
Permita-se à fuga!

Admirada é sua beleza
Substancial é a tristeza
Chega de melancolia
Viva, e siga sua trilha

Abuse dos bons amigos
Pratique o belo sorriso
Desfrute de Paris
Volte mais feliz!





terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Mulher de quinta

Eu tinha completado dezoito anos no dia anterior, tinha quatro irmãos, nenhum namorado e tinha uma vontade roxa de viver. Foi quando lá na rodoviária de Porto Alegre, eu embarquei sozinha em um ônibus da Viação Itapemirim, de mala, cuia e algumas verdades na bolsa pra contar. Aproximadamente após trinta e quatro horas de chão, eu comecei a ficar assustada com a quantidade de pedras e bananas que cercavam a estrada. Não demorou muito e cheguei a Vitória. Muita gente diferente e um calor senegalesco, além de uma vida inteirinha pela frente. Hoje, eu tenho vinte e nove anos, nove irmãos, nem um namorado e uma vida capixaba de onze anos. A bagagem se tornou bem maior, carrego muita saudades, mentiras e também verdades. Agora sim, meu Espírito já é Santo.


Quantos aniversários já se passaram. Quantos bons motivos para festejar. Por isso, comemorei com “força” na semana passada, diferente de muitas pessoas que sofrem de decrepitude e se escondem do mundo nesse dia. Eu, ao contrário, faço questão de receber cumprimentos. Afinal, quando criança, haja brilho para disputar espaço entre tanta purpurina e lantejoula, época de férias escolares e carnaval, dificilmente alguém além da família lembrava da data.


A primeira festa da qual me recordo foi a de dezesseis anos (minha primeira balada forte). Organizamos uma reunião dançante com direito a coquetel de frutas – etílico. Lógico, tudo muito controlado, inclusive o horário do término, uma hora da manhã – estourando! Depois disso, sempre tento reunir as pessoas mais queridas para apagar as velas. Não foi diferente na última sexta-feira. Marcamos um encontro num bar bacana que a turma costuma frequentar. Conhecidos e desconhecidos dançavam empolgadíssimos ao som da Banda Trilha (www.bandatrilha.com.br) e também se entendiam às maravilhas. Uma verdadeira mistureba de “gente fina e elegante”. Só assim pra apagar aquele exagero de velas que cobriam os cupcakes (da Maria Confeiteira). E, assim, festejei o início do meu ano novo, querendo repetir a dose.

Mensagens chegaram antes, durante e depois do grande dia, e curiosamente soaram como conforto, do tipo: “Felicidades! Parabéns, mais velinha...! Viva! Mais uma primavera... Sorria, grande mulher, hoje é seu dia....Finalmente, mais experiente, adulta, madura... Happy birthday, criança! Você ainda tem muita vida pela frente...” e por aí vai.

Madura?! Madura é fruta. Eu sou humana. Ora bolas! Adulta?!Suspeito que sim. Pelo menos é assim que chamam as pessoas que trabalham, pagam suas contas, são responsáveis pelos seus atos, votam, fazem suas escolhas, cedem a pequenas tentações, erram, acertam e aparentemente tem a cabeça no lugar. Agora, madura? Sempre ouvi dizer que os maduros têm certeza de tudo, não vacilam, sabem se comportar, nunca gastam mais do que ganham, não tramam fugas românticas e jamais exageram na dose.


Eu realmente envelheci e não amadureci. Prefiro pensar que eu sou uma mulher de quinta. Exatamente! Curtindo minha quinta infância. Às vezes, eu ainda preciso do colo de mãe, também brigo por coisas frívolas, fraquejo, faço teatro, escrevo declarações e confesso, em silêncio e na solidão que ainda choro agarrada ao travesseiro.

Luciana Barth