"Só não se perca ao entrar no meu infinito particular"



Prazer, Lu.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Sim, eu sou!

Nós seres humanos somos bons propagadores de fórmulas para manusear os sentimentos, principalmente dos outros. Algumas pessoas, no entanto, quando expressam o que pensam, fazem isso baseado em alguma dor sofrida, em uma situação semelhante já vivida, o que chamamos de experiência própria. Há quem faça por proteção e lógico, não podemos esquecer, tem gente que sabe tudo, parece até carregar um manual de instruções da vida.


Por isso, saber ouvir, assim como saber filtrar os palpites, opiniões, críticas e experiências não é uma tarefa fácil, sábio é quem sabe fazê-lo. Aprender com os erros dos outros, acredito ser menos doloroso. Eu admito, vivo tentando.

Certa vez eu precisei perdoar, sem dúvida não foi a única em minha vida, mas desta vez a ferida foi grande e, todo mundo parecia conhecer a cura, menos eu, que até hoje não descobri. Então eu ouvi muitas receitas, do tipo: “perdoar é esquecer!” Logo pensei, nunca conhecerei o perdão. Vou ter que passar uma borracha em parte da minha história? E como farei a conexão com o presente e futuro? Impossível!

De repente apareceu alguém e disse que não era tão difícil perdoar, era só ”lembrar sem mágoas”. Naquele momento fiquei mais aliviada, mas admito, sim, eu sou covarde! Fui embora. Afinal, fingir que nada aconteceu e viver naturalmente, também não foi possível, sou humana.


Com ou sem mágoas, hoje, eu tenho lembranças. Lembrança das pessoas que conheci que me fizeram sentir: desejo, felicidade, dor, tristeza e saudade. Lembrança do que vivi e me fez crescer, aprender e conhecer a vida de verdade.

Sei que sentir mágoa não faz bem a alma e tão pouco à saúde, magoar também não. Sei que minha atitude não é a mais correta de todas, mas pela dor que senti não tinha como ser diferente, fazer de conta que foi um pesadelo eu jamais conseguiria, eu sempre estive de olhos bem abertos.


Andei pensando e repensando sobre o assunto. Se com o tempo a dor diminuiu, se a mágoa passou, se aprendi a conviver com ela ou se eu gosto mesmo de sofrer, cheguei à conclusão alguma, e talvez nunca chegue. E também não quero descobrir fórmulas certas ou me convencer daquilo que julgam a melhor saída. Me dou o direito de levar a situação no meu tempo, do meu jeito, mesmo que meu tempo seja longo pra quem vê. E, que fique claro, esquecer eu realmente não consigo, se eu me permitir isso, talvez, tenha que esquecer você!

Um comentário:

  1. Raphael Souza17 agosto, 2010

    Muito Heavy Metal seu blog!!! legal cara, talentosissima! parabéns!

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