"Só não se perca ao entrar no meu infinito particular"



Prazer, Lu.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

O guardanapo & Ricardo

Há algum tempo atrás, quando frequentava o Bar Abertura, na Rua da Lama em Vitória, época de estudante, lembro que a troca de recadinhos, cantadas, piadas em guardanapos, era o que animava a noite, lógico, além da companhia dos amigos. Os garçons se divertiam no leva e traz, acho que isso dava até mais gosto para trabalharem alí, sempre muito animados e receptivos. Através deles certamente surgiam algumas paqueras, amizades, histórias... com os remetentes, com os próprios intermediários, os cupidos, enfim, surgiam coisas novas, lembranças e boas risadas.
Há muito tempo, pelo menos desde o ano de 2007 eu não via uma cena dessas, até a noite passada. Diferente do que recebia ou via antigamente, neste guardanapo não tinha telefone, nome, muito menos um convite para sair. Oooo recadinho estranho esse!
Qual seria sua reação diante disso? No mínimo estranha, não é?! Confesso, nunca esperei, imaginei! Estava lá, numa mesa próxima, um desconhecido, até aquele momento, um leitor que passou pelo ETC & TAL e se identificou com: "Cheiros, Temperos e Desejos" e mais, não esqueceu do "maldito" coentro. Sofrimento compartilhado, não é mesmo Ricardo?

Os anos passam, a gente envelhece e ainda continuamos conhecendo gente que vale a pena, através de um pedaço de papel, numa mesa de bar. Prazer em conhecê-lo! Será sempre bem vindo aqui. =)

Pra ocê mineiro, deixo esti conto de Lobo Santo, lí hoje e lembrei docê, do sutaque diferenti que se apresentou onti: 

" Beozonte, 29 di malso de 2005.
Quirido Inzé,
Xeguei bão. O pessoá daqui num é cumo di aí. As muié daqui num sum como di aí. Tô com baita sodade de Juaninha. Cunhici a fessora na iscola, Ela mi leva pra sua caza. Dipois....espaiá afrição. Nuortudia mi insina Potugueiz. Beto"





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