"Só não se perca ao entrar no meu infinito particular"



Prazer, Lu.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Objeto Sexual

Divergindo novamente opiniões, excitante! Irei continuar. E bem sei no que meu atrevimento, poderá resultar, mas “não tá morto quem peleia!”

Procurei sem encontrar uma definição que me convencesse, recorri ao Houaiss e nada respondia com veemência o significado do ser - “objeto sexual”. Então levantei uma nova discussão. Tema polêmico. Vale ser prolongado!

Bem sabemos que a beleza não está condicionada ao corpo, cabelo, roupas e acessórios que carregamos. Nós, mulheres, queremos ser belas por inteiro, corpo e alma. Não nos contentamos mais em apenas satisfazer o outro e sermos admiradas, queremos também SENTIR prazer e sermos DE-SE-JA-DAS!

Conveniência, filhos, dependência financeira, valores perdidos, burocracia e submissão, foram alguns dos motivos que prolongaram muitas relações há algum tempo atrás. Isso! Mesma época em que não havia tanta busca por perfeição, ou a exacerbada vaidade. Neste tempo, nossas mães mal sabiam o que era libido. Orgasmo? Era japonês em braile. Mas, eles - homens - sempre souberam traduzir ao pé da letra, porque elas proporcionavam. Assombro! Esses mesmos homens (generalizando), cobiçavam as poucas e atrevidas mulheres que exibiam curvas e feminilidade, tipo: Helô Pinheiro e Marta Rocha - objetos de desejo!

Sugiro reflexão à pergunta: Não seriam essas fêmeas, desprovidas de desejo e executoras da satisfação do homem o “objeto sexual”?

Asseguro que não! Eram muito mais. Objeto indispensável no lar. Boas mães, exemplares donas de casa, lavadeiras incomparáveis de colarinhos e, óbvio, politicamente corretas. Elas procuravam cumprir o pacto do matrimônio, que mesmo não registrado em contrato, executavam como uma cláusula expressa: servir!

O peso das tradições passadas intimidavam as mulheres, mas essa repressão já foi vencida, aleluia! E, hoje, conjeturo, não é privilégio apenas daquelas que recorrem aos benefícios estéticos, o sexo, não diferente de outros anseios conquistados por nós, finalmente pode ser gozado com igualdade. Assim, a satisfação pessoal e, em todos aspectos, para o descontentamento da sociedade conservadora, tornou-se condição da vida moderna feminina.

Formam-se verdadeiras e não efêmeras beldades: “Mulherão, aquele que mata um leão por dia”. Que além de levar os filhos à escola, elaborar o cardápio, cuidar das roupas, reuniões profissionais, etc. Fazem unhas toda semana, escova, vão à academia e desfrutam das mais diversas formas de vaidade. Sempre indispensáveis e interessantes. Produto de consumo? Jamais! A prioridade agora é a realização própria.

Percebo que esta tentativa de compreender o assunto envolve o verbo ser de forma instigante e, diante das possibilidades que ele ainda poderá se conjugar (futuro), promovo um basta a imagem estereotipada da mulher de verdade, este ser – agora no substantivo - difícil de ser decifrado, compreendido e quem irá se arriscar, definí-lo!

2 comentários:

  1. Adorei este texto sem duvidas uma parte dele faz parte da minha historia e cada linha que eu lia ficava emocionada.

    PARABENS MINHA IRMÃ

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  2. Obrigada meu amor, espero que continue alimentando sua alma com leituras e que meus textos possam te ajudar refletir em alguma momento sobre alguma coisa.
    Te amo!

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