"Só não se perca ao entrar no meu infinito particular"



Prazer, Lu.

terça-feira, 8 de junho de 2010

“Tempo, tempo, tempo mano velho...”

Algumas vezes maldito, outras, bendito. A desculpa, o culpado, o aliado; Ás vezes nos sufoca, ás vezes nos sobra, outra nos falta, eis o tempo, aquele que me parece andar acelerado.

Os homens e sua tamanha inteligência vivem criando, aperfeiçoando, inovando, acho que talvez até exagerando. Ora mediram o tempo pela sombra, outra pela água, areia, bússolas, calendários... Seja para organizar ou para atrapalhar a inquietude e o atrevimento desses homens a cada dia cria novas formas de controlar essa interrogação chamada tempo.
Afinal quem és tu ó tempo? 

Eclesiastes 3 diz: Tudo tem a sua ocasião própria, e há tempo para todo propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derribar, e tempo de edificar; Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;
Difícil é entender as escrituras bíblicas, é preciso ler e reler e quem sabe assim compreender, até lá vamos julgando o tal tempo como melhor quisermos, assim como fizemos com tudo aquilo que desconhecemos, enquanto útil seja bem vindo, se sem proveito, até logo. 

Quando não conseguimos cumprir determinada tarefa, quando perdemos a hora, não executamos algo a culpa é toda dele, eis um grande aliado, nossa desculpa é: “maldito o tempo que anda acelerado”, que não permite saborear a vida como deveria ser, com calma, com graça, saborear os temperos, os cheiros, as pessoas, os lugares, saborear como um guri que ganha um pirulito e passa um bom tempo a se deliciar, saborear os cantos e encantos, “Por que tanta pressa senhor tempo? Porque andas tão acelerado?” nosso conforto é: “ainda bem que há você ó tempo, como meu aliado”.

“Bendito seja o senhor tempo”, aquele que nos permite usá-lo como desculpa, e que lentamente nos concede momentos. Momentos de espera pela páscoa, pelo natal, pelos presentes, por alguém que vai chegar, pelos momentos de euforia, de tristeza, de crescimento, envelhecimento, bendito o tempo, aquele que nos permite dormir, sonhar e acordar até os cabelos brancos chegar.

Muitas pessoas querem poder acelerar e chegar aos dezoito, outras gostariam de retardar quando chegar aos quarenta, há aqueles que sabem olhar para trás e agradecer pelos oitenta. “Obrigada ó tempo por me permitires ir tão longe”.

A verdade é que nosso tempo somos nós que fazemos independente dos ponteiros, ele varia de acordo com nossas escolhas, nossas prioridades, nossas necessidades, coitado do tempo, que vive sendo citado.
Particularmente, hoje, se eu pudesse faria com que ele andasse arrastado, tantos planos a serem concretizados e eu ando me atropelando nos próprios passos, mal tenho tempo de olhar os ponteiros.
Ainda que sirvas de guia ou de desculpas para meus enganos, sinto o tempo como um parente muito próximo, aquele que ora me faz bem, ora devia ser menos intruso. Se eu pudesse, a se eu pudesse, faria com que tu querido tempo parasses um só momento, quem sabe assim eu pudesse entender o que anda de errado.

Um comentário:

  1. Andrêssa Borel09 junho, 2010

    Ai ai Lu, como eu gostaria de ter a certeza que o TEMPO é o meu maior aliado... escuto isso quase todos os dias... "só o tempo!". Da para entender que eu não tenho tempo? Sou anciosa por natureza e quero sempre tudo para ontem... e assim vou vivendo, lutando contra o tempo!
    Não preciso nem dizer que amei esse também.
    Bjuss....

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